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Alê Ferraz: presidência da Câmara, causa animal, relação com o Executivo e o concurso público que movimenta Valadares

  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

No terceiro mandato como vereador, ele relembra sua trajetória e avalia os desafios da atuação pública.



“A gente tem que estar perto da população”



Uma Câmara mais próxima


 “A casa do povo é a Câmara de vereadores. Quando o cidadão quer reclamar de alguma coisa, ele vem no vereador, ele vem na Câmara.”

A lógica, segundo o presidente, é simples: a instituição perde parte de sua razão de existir quando se distancia daqueles que representa.

“Se a gente não tiver perto da população, não faz sentido.”


Alê afirma que essa aproximação também significa estar disponível para receber críticas e sugestões e para transformar demandas individuais em pautas de interesse público.

“Estamos à disposição, seja para receber críticas, sugestões, pautas, para pedir apoio para que a gente possa cobrar.”

 


Da causa animal à construção de políticas públicas


Desde o primeiro mandato, a causa animal ocupa lugar de destaque na atuação parlamentar de Alê. Ele conta que sempre foi apaixonado por animais, mas que sua trajetória política veio do movimento de juventude. Antes mesmo de tomar posse, porém, já havia começado a buscar referências e recursos para a área, chegando a procurar, em Belo Horizonte, o deputado Noraldino Junior.


Em fevereiro, menos de dois meses após tomar posse para o primeiro mandato,  já havia viabilizado a chegada de um Castramóvel à cidade. A experiência, porém, mostrou que ações pontuais não seriam suficientes.

“Fazer 220 castrações era enxugar gelo. A gente tinha que ter uma política pública contínua.” A partir daí, o trabalho avançou para conscientização e políticas de controle da população animal.


No segundo mandato, a atuação ganhou novas frentes, entre elas o CED, voltado à captura e esterilização de animais em situação de rua, com posterior devolução quando não há adoção.

Para Alê, a solução não está apenas na criação de abrigos.


Se você montar um abrigo para a quantidade de animais soltos na rua e colocar todos dentro do abrigo, vai virar um presídio, vai virar maus-tratos.”


No terceiro mandato, o parlamentar cita ainda o Samu Pet, que passou a atender animais sem tutores, sendo mais de 90% deles encaminhados, ao Hospital Veterinário da Univale.


A combinação dessas políticas, segundo ele, tornou Governador Valadares referência em Minas Gerais e passou a atrair vereadores de outros municípios interessados em conhecer as iniciativas desenvolvidas na cidade.



Viaduto do Filadélfia


A expectativa é pela conclusão das intervenções e pela liberação de todas as vias.

O planejamento, entretanto, pode sofrer alterações em razão das mudanças no Executivo.

“Nessa mudança de governo, a gente tem que aguardar para ver qual é o novo direcionamento do Executivo.”



Fiscalização e diálogo


Questionado sobre o processo de cassação do prefeito Coronel Sandro e os desdobramentos judiciais, Alê Ferraz sustenta que a Câmara cumpriu sua função institucional a partir da denúncia recebida, dos elementos apresentados e das decisões que determinaram o prosseguimento do processo.

Ele ressalta que o prefeito exerceu seu direito de defesa e que o Legislativo apresentou sua manifestação nos processos judiciais.

“A Câmara não pode ser omissa, negligente”


Ao comentar a decisão do STF que alterou o cenário da cassação, o vereador afirma que a Câmara respeita a decisão judicial.

“O que for decidido, a gente respeita.”


A defesa do presidente da Câmara é de que fiscalização e diálogo não são atitudes incompatíveis.

“O prefeito foi democraticamente eleito.

O vereador também foi eleito democraticamente."


Na avaliação de Alê, a atuação parlamentar não se altera em razão de quem esteja à frente da Prefeitura. Ele resume essa responsabilidade de forma direta:

“O papel do vereador é de legislar e fiscalizar.”



Concurso público da Câmara Municipal

de Governador Valadares


Depois de mais de 20 anos sem realizar uma seleção para servidores efetivos, a Câmara abriu em 2026 um concurso organizado pela Fundação Getulio Vargas.


São dez vagas distribuídas entre diferentes áreas, incluindo administração, assistência legislativa, comunicação social, consultoria legislativa, contabilidade, design gráfico, pedagogia e tecnologia da informação.


Para Alê, o número precisa ser analisado considerando o tamanho da estrutura do Legislativo.

“Tem gente que pode dizer: ‘Ah, são só dez vagas’. Mas é preciso entender a diferença entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo.

No último concurso da Prefeitura de Governador Valadares, foram 200 vagas, em uma estrutura com cerca de 10 mil funcionários entre contratados e concursados.

A Câmara, por outro lado, tem cerca de 75 servidores administrativos e está oferecendo dez vagas. Quando fazemos essa comparação proporcionalmente ao tamanho de cada estrutura, o percentual de vagas oferecido pela Câmara é bem maior.”


Para quem pretende disputar uma das vagas, o primeiro passo é consultar as informações oficiais do concurso. A Fundação Getulio Vargas (FGV) disponibiliza o edital, o cronograma, os requisitos de cada cargo e o procedimento para inscrição.

As inscrições estão abertas até 31 de agosto de 2026. 

O concurso prevê dez vagas efetivas para diferentes cargos de níveis médio e superior.



Uma nova sede e novos horizontes


A Câmara também tem uma nova sede definida.

O Legislativo adquiriu o antigo prédio dos Correios, na Avenida Minas Gerais, no Centro, para instalar sua estrutura própria.


Alê destaca que o imóvel já foi adquirido e que a nova sede permitirá ampliar a estrutura do Legislativo, que hoje funciona de forma dividida entre diferentes espaços.


O prédio, com 2.052,03 m² de área construída, foi comprado por R$ 8 milhões, abaixo dos R$ 8,84 milhões apontados na avaliação técnica de mercado. Tombado como patrimônio histórico desde 2003 e marcado pela arquitetura Art Déco, o edifício ainda passará por adaptações antes de receber a estrutura do Legislativo.




Revista JAMES

Agosto/2026

 


 
 
 

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